quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mulheres obesas têm risco maior para o diagnóstico de tumores de mama maiores e em estágios mais avançados

Um estudo divulgado aqui no 11º Encontro Anual da American Society of Breast Surgeons, em Las Vegas, revelou que as mulheres obesas não apenas têm um risco maior de desenvolver câncer de mama – como já se suspeitava – mas também estão mais propensas a ter neoplasias que são detectadas em uma fase tardia, além de apresentar massas tumorais maiores no momento do diagnóstico.

O estudo, de autoria principal da Dra. Danielle Haakinson, Residente de Cirurgia na Mayo Clinic de Phoenix, no Arizona, dividiu 1.352 pacientes em dois grupos: obesas (n = 327) e não obesas (n = 1.026).

A Dra. Haakinson destacou no resumo do seu trabalho que não houve diferença na média de idade entre os grupos, e poucas pacientes obesas apresentavam câncer de mama quando mais jovens.

Além disso, como ela explicou em sua apresentação, a maioria das mulheres obesas que foram diagnosticadas com câncer descobriu seu tumor através da mamografia, ao invés da palpação (67% versus 56%, P = 0,0006).

Em grande parte, isto foi o resultado da baixa parcela de pacientes que detectou seus nódulos durante o autoexame; a detecção através do exame clínico foi de 5% para as pacientes obesas e de 6% para as não obesas (P = 0,0066).

A Dra. Haakinson observou em sua apresentação que as mulheres obesas apresentavam tumores maiores no momento do diagnóstico, uma informação que também é preocupante.

No grupo de obesas, 71% apresentavam tumores menores que 2 cm, enquanto que no grupo de não obesas, 79% das participantes tinham tumores com este mesmo tamanho.

Além disso, as pacientes obesas tinham uma maior probabilidade de desenvolver metástases de linfonodos (31% versus 25% , P = 0,026).

A equipe de pesquisadores escreveu em seu resumo que os grupos não apresentaram diferenças com relação à terapia adjuvante, à recorrência, a história familiar ou aos marcadores tumorais, mas de acordo com a análise multivariada, as pacientes obesas tenderam a apresentar uma taxa de sobrevida global pior, com hazard ratio de 1,53 (intervalo de confiança de 95%, 0,97 - 2,53).

A Dra. Deanna Atai, Diretora do Center for Breast Care, Inc, membro do American Board of Surgery e chefe do Comitê de Comunicação da American Society of Breast Surgeons disse ao Medscape Ob/Gyn & Women's Health: "este é mais um exemplo do quanto que a obesidade é um problema de saúde pública.

Sabemos que estas pacientes têm um maior risco de acidente vascular cerebral, de diabetes e de doenças cardíacas; agora, vemos que elas também apresentam um risco aumentado para o câncer de mama."

Os pesquisadores acreditam, com base em sua análise, que as mulheres obesas têm menos chance de manter os cuidados gerais de saúde "inclusive para realizar os check-ups anuais de rotina", comentou a Dra. Barbara Pockaj, que também pertence a Mayo Clinic e fez parte da equipe de pesquisadores.

Ela disse ao Medscape Ob / Gyn & Women's Health que a não realização de uma mamografia anual está incluída nestas faltas de cuidado com a saúde. Como é mais difícil palpar o tumor no seio de uma mulher obesa, há mais tempo para que o tumor cresça antes de ser detectado.

Em nota à imprensa, a Dra. Haakinson comentou que a problemática com relação aos cuidados básicos de saúde pode ser explicada "simplesmente pelo de as mulheres obesas possuírem menos chance de examinar seus seios, possivelmente porque se sentem desconfortáveis com sua imagem corporal".

Ela disse ainda ao Medscape Ob / Gyn & Women's Health que "independentemente das razões que fazem com que estas mulheres não se cuidem, os médicos precisam compreender que as mulheres estão negligenciando os cuidados básicos de saúde e devem incentivá-las a realizar estes cuidados.

Existe um risco maior entre estas pessoas de serem diagnosticadas com tumores já em estágio avançado. Ao fazer suas mamografias e check-up anuais elas podem tomar as rédeas da proteção de sua própria saúde".

A Dra. Pockaj acrescentou ainda que o fato das mulheres obesas apresentarem tumores maiores foi "um pouco surpreendente, pois deveria haver uma maior conscientização já que estas pacientes apresentam um risco maior".

A equipe concordou que a instalação de cuidados básicos de saúde mais intensivos pode afetar positivamente a mortalidade das mulheres obesas por câncer de mama.

Autora: Carole VanSickle
Publicado em 05/03/2010
Fonte: http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?bpid=120&id=26864&__akacao=280542&__akcnt=acd0802f&__akvkey=b818&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=GERAL+119+BR&langtype=1046

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mulheres obesas engravidam mais sem desejar

Mulheres obesas usam menos métodos contraceptivos, dão menor importância à sexualidade e usam mais a internet que as outras para encontrar seus parceiros. Os dados são da primeira grande pesquisa a investigar o impacto do peso extra na atividade e na saúde sexual, em especial das mulheres. Para o estudo, publicado no "British Medical Journal", foram ouvidos mais de 12 mil moradores da França, com idades entre 18 e 69 anos. Os entrevistados foram divididos em três grupos: com peso normal (índice de massa corporal entre 18,5 e 25), sobrepeso (entre 25 e 30) e obesos (acima de 30). Os resultados mostraram também uma relação inversa entre peso e número de parceiros, nos dois gêneros. Entre as obesas, 17,8% acharam seu par pela internet; para os homens acima do peso, a taxa foi de 14%. "Os achados apontam para uma baixa autoestima e falta de cuidado. Obesos se previnem menos (de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis), talvez pela dificuldade de impor isso ao parceiro, com medo de ser rejeitado", diz Claudia Cozer, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). Entre as obesas, a taxa de gravidez não planejada chega a ser quatro vezes mais alta. Segundo a médica, muitas acham que não vão engravidar porque têm ciclos menstruais irregulares e passam meses sem menstruar. "Elas não mantêm regularmente um método contraceptivo por desinformação, medo de tomar pílula e engordar mais ou pequeno número de parceiros", afirma.

Fonte: www.bomdiadoutor.com.br

Seminário Nacional de Alimentação e Nutrição no SUS realiza Plenária final

A Plenária Final do Seminário Nacional de Alimentação e Nutrição no SUS, que teve como propósito o aprimoramento da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), que completou 10 anos em 2009, contou com a presença do Conselheiro Nacional de Saúde, José Marcos de Oliveira, como um dos Coordenadores. Como resultado do trabalho dos Grupos foram apresentadas 300 propostas de alteração do texto original da Política, a maioria no sentido de estender a implementação da PNAN nos Estados, municípios e em âmbito nacional.

O Seminário procurou contemplar a diversidade do Brasil, respeitando as peculiaridades de cada região e a cultura de cada comunidade. Ficou claro, a partir das discussões, que houve muitos avanços no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados à alimentação e nutrição, mas que os desafios ainda são muitos. É consenso que as Comissões Intersetoriais de Alimentação e Nutrição precisam ser criadas no âmbito dos Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde, como está previsto no artigo 13 da Lei 8080/90, além da promoção de uma maior integração entre os Conselhos de Saúde, de Segurança Alimentar e Nutricional, Alimentação Escolar, de Assistência Social e de Direitos Humanos.

Divididas em blocos, as propostas abrangiam o a institucionalidade, controle social, atenção à saúde, intersetorialidade, desenvolvimento científico, regulação de alimentos e financiamento, como a que indica a inclusão de todos os municípios e as que sugerem repasse diferenciado ou um adicional financeiro para os estados e municípios da Amazônia Legal e da Região Nordeste. O objetivo é assegurar que os povos e comunidades tradicionais, assentados e acampados da reforma agrária tenham garantido o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), positivado na Constituição Brasileira pela Emenda Constitucional nº 64, que o acrescentou ao conjunto de direitos sociais relacionados no artigo 6º.

Entre as propostas do Seminário, levando em conta a aprovação da EC 64, está a inclusão da perspectiva do DHAA nas ações específicas e intersetoriais de alimentação e nutrição, tendo como referência as diretrizes do Guia Alimentar da População Brasileira. A impressão e distribuição desse guia, nas versões integral e de bolso, também estão entre as propostas, uma vez que esse seria um importante instrumento na formação dos profissionais e dos usuários.
Veja esta mensagem em seu contexto: Telessaúde RJ

domingo, 27 de junho de 2010

Intervenção escolar na prevenção do diabetes tipo 2 em crianças

Uma importante revista de clínica médica, o New England Journal of Medicine, publicou um estudo em que houve uma intervenção numa amostra de 4603 escolares, média de 11 anos de idade, com diferenças de raça e etnia (A School-Based Intervention for Diabetes Risk Reduction). Os resultados mostraram que houve um decréscimo na prevalência de sobrepeso e obesidade nos escolares que foram submetidos à intervenção, mas não houve significância quando comparados ao grupo controle. No entanto, a intervençao resultou em redução significante de vários índices de adiposidade, o que poderia reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 na infância.

ClinicalTrials.gov number, NCT00458029 - http://content.nejm.org/cgi/content/full/NEJMoa1001933?query=OF)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ainda as consequências da obesidade

Estudo vincula obesidade a câncer de próstata mais agressivo

O tamanho de um tumor cancerígeno de próstata é diretamente proporcional ao peso do paciente e quanto maior o tumor, mais agressivo o câncer, revelou um estudo publicado quarta-feira (02). "À medida que aumentava o índice de massa corporal do paciente, o volume do tumor aumentava sincronicamente", explicou o doutor Nilesh Patil, referindo-se a um estudo de seis anos que ele dirigiu no Henry Ford Hospital em Detroit, apresentado durante a conferência anual da Associação de Urologia dos Estados Unidos em San Francisco (Califórnia, oeste). "Baseados em nossos resultados, acreditamos que ter um percentual mais amplo de volume de tumor pode contribuir para a natureza agressiva da doença em homens com um índice de massa corporal mais elevado", acrescentou. Os pesquisadores estabeleceram a relação após analisar os casos de 3.327 pacientes que tiveram extirpados cirurgicamente tumores cancerígenos de próstata através de um procedimento robotizado.

Fonte: Bom dia, doutor. www.hebron.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A reabilitação do café

Estudo indica benefícios do café na prevenção do diabetes

Um estudo recentemente publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry traz mais evidências de que o café pode ajudar a prevenir problemas cardiovasculares. De acordo com pesquisadores japoneses, a cafeína pode ter diversos efeitos no organismo que ajudam a evitar o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Em testes com ratos, os cientistas da Universidade de Nagoya observaram que os animais que ingeriram café por cinco semanas apresentaram menores níveis de açúcar no sangue e melhor sensibilidade à insulina do que os roedores que ingeriram apenas água, reduzindo os riscos de diabetes. Além disso, o consumo de café foi associado a mudanças benéficas na gordura do fígado e nos níveis de citocinas inflamatórias associadas ao risco de diabetes. “Esses resultados sugerem que o café exerce um efeito supressor na hiperglicemia ao melhorar a sensibilidade à insulina, em parte, devido à redução da expressão das citocinas inflamatórias e melhora na gordura do intestino”, destacaram os autores na publicação. “A cafeína pode ser um dos compostos antidiabéticos eficazes no café”, concluíram.

Fonte: www.hebron.com.br; Bom dia, doutor.

domingo, 13 de junho de 2010

Esteatohepatite não alcoólica

Assista ao vídeo com dr. Angelo Mattos - GDrom on line - SOBED
http://www.gdromonline.com.br/indexa.php?pagina=casos&es1_cod=415&info=121321564561231