"Quase metade da população brasileira está acima do peso. E 15% é considerada obesa, segundo o Ministério da Saúde.
Números que estão diretamente relacionados com o bom momento econômico. Ganha-se mais, come-se mais. Mas o brasileiro não tem dado importância ao que se come. E é a população mais pobre que tem engordado mais.
Com a economia em alta nos últimos anos, o Brasil - em parte - se livrou do peso da miséria.Em compensação, a periferia ganhou quilos. E muitos.
Os excessos estão na cara, na cintura e nos quadris, principalmente entre as mulheres. O brasileiro - mesmo de baixa renda - come cada vez mais. O que não quer dizer que coma melhor.
A principal causa desse descompasso é falta de informação. E na hora que a pessoa vai empregar o dinheiro que ela está recebendo, começa a comprar coisas erradas como: fast food, comidas industrializadas, entregas em casa, sem pensar no que é mais saudável, segundo os médicos.
Uma pesquisa de orçamento familiar do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que, entre os 20% mais pobres, havia apenas 5,5% de homens acima do peso em 1974. Em 2009, são quase 37%. Entre as mulheres, eram 14% de gordinhas. Agora, são 45%.
As consequências aparecem nos hospitais públicos, onde casos de diabetes, hipertensão e problemas cardíacos aparecem com mais frequência. Exemplos que se configuram no aumento de 150% de cirurgias bariátricas na rede pública, nos últimos sete anos."
Fonte: http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=192557
Espaço para relacionar a Nutrição com outras áreas, propondo uma visão de integralidade na saúde. Destina-se a todos os profissionais e estudantes que lidam com a saúde e a doença das pessoas, minorando o sofrimento alheio. Aberto às manifestações culturais. Sugerimos que este seja também um canal de expressão do público em geral e das pessoas cuidadas por nutricionistas, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, agentes de saúde e psicólogos.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Estamos compensando as tristezas com a comida?
Aumento de obesidade pressiona governos de países emergentes
Pablo Uchoa - Da BBC Brasil em LondresAumento de população acima do peso será assunto de cúpula da ONU
Governos de países emergentes estão sendo impelidos a adotar medidas para combater o avanço da obesidade, que atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento nas últimas três décadas.
Dados inéditos da Organização Mundial de Saúde (OMS) obtidos com exclusividade pela BBC Brasil confirmam que, assim como o rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruno), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países como China, Índia, África do Sul, Brasil e México.
obesidadeNotícias relacionadasMais pobres comem poucas verduras; ricos bebem mais cerveja, diz IBGENúmero de diabéticos mais que dobra desde 1980, diz estudoOCDE alerta para aumento de obesidade em países em desenvolvimento
Tópicos relacionadosSaúde, InternacionalConhecidos no passado por dificuldade em alimentar suas populações, estes países hoje se debatem com problemas de natureza oposta - em um fenômeno que especialistas chamam de "dupla carga".
"A forma com que calculamos o desenvolvimento econômico é simplesmente uma medida do quanto consumimos - então o quanto mais você consume, mais rico você é... e é claro que isso é ruim para ganho de peso", disse à BBC Brasil SV Subramanian, professor de Saúde da População e Geografia da Universidade de Harvard.
No mês que vem, líderes mundiais se encontrarão na primeira cúpula de alto nível da ONU sobre doenças não-transmissíveis, que incluem obesidade, e serão exortados a adotar medidas de controle e regulamentação sobre a indústria alimentícia, assim como sistemas para identificar potenciais complicações de saúde em estágio inicial.
Epidemia de obesidade
A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais rápida do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas.
Na China, estima-se que 100 milhões de pessoas sejam obesas, comparado a 18 milhões em 2005.
No Brasil a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. Cerac de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos.
Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo.
A África do Sul, por sua vez, tem um índice de obesidade mais alto que o dos EUA - com um PIB que é um oitavo do americano.
"Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos", disse Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).
Embora especialistas vejam uma clara relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza, há outros fatores para o crescimento tão rápido.
"Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos"
Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade
O primeiro relatório da OMS sobre doenças não-transmissíveis, publicado em 2010, afirma que não apenas a obesidade, mas também outras "epidemias" como diabetes, câncer e doenças cardiorespiratórias e cardiovasculares, estão relacionadas a mudanças da vida contemporânea.
"Doenças não-transmissíveis são causadas, em grande parte, por fatores de risco comportamentais que são relacionados a transição econômicas, urbanização rápida e estilos de vida típicos do século XXI: consumo de tabaco, dieta insalubre, atividade física insuficiente e consumo abusivo de álcool", diz o relatório.
Economia da nutrição
No caso de países emergentes, diz Tim Lobstein, a mudança mais importante é a assim chamada "transição da nutrição", de uma dieta com alimentos básicos para uma dieta modernisada, que consiste em alimentos de nível energético muito maior.
"Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, e açúcar e óleo. Estes vêm particularmente sob a forma de fast-food, refrigerantes", diz ele.
A demanda por calorias acessíveis e produzidas em massa disparou em países emergentes, particularmente dentro das classes emergentes, que hoje podem gastar mais de sua renda em comida.
Mas o professor Subramanian afirma que a obesidade é um fenômeno que afeta principalmente as classes mais privilegiadas em países de renda baixa e média, e até em economias emergentes.
Em um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, sua equipe de pesquisadores das universidades de Harvard e Bristol pesquisaram dados de cerca de 530 mil mulheres adultas de 54 países de renda média e baixa.
Eles afirmam que, apesar de a obesidade ter aumentado na maioria dos países tanto entre os 25% mais ricos quanto entre os 25% mais pobres da população, o Índice de Massa Corporal (IMC) - medida do peso de uma pessoa que leva em conta a sua altura - aumentou mais nos setores mais ricos.
"Apesar do aumento do IMC não estar mais confinado a países de alta renda, o aumento continua concentrado entre pessoas de renda mais alta em países de renda baixa e média", diz o estudo.
A Índia é um exemplo clássico de país que combina enormes desafios na área de nutrição entre sua população mais pobre, com alguns dos piores efeitos da obesidade sentidos nas classes médias.
Apesar de ter um dos menores índices do mundo - 1% em homens e 2% em mulheres em 2008, de acordo com a OMS - a Índia tem cerca de 50 milhões de pessoas com diabetes, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.
O país fica atrás apenas da China (onde estima-se que 92 milhões de pessoas sofram de diabetes), mas especialistas estimam que os números da Índia sejam bastante subestimados.
Regulamentação coordenada
Mercado na China: mudança de hábitos alimentares também é responsável por fenômeno
Tim Lobstein argumenta que o aparente paradoxo está ligado às "políticas de produção e distribuição de alimentos".
"Hoje em dia (essas políticas) são governadas por forças de mercado, e essas forças não necessariamente promovem a saúde. Elas promoverão ingredientes mais baratos e comida processada para distribuição onde houver mercado", diz ele.
"As companhias que estão saturadas no mercado em desenvolvimento examinam agora como podem entrar em economias de renda mais baixa e ainda conseguir lucro".
Quando líderes mundiais se encontrarem por dois dias na cúpula da ONU sobre doenças não-transmissíveis a partir de 19 de setembro, organizações de saúde pressionarão por regulamentações para controlar a quantidade de gordura, açúcar e sal em alimentos processados.
Entidades como a NCD Alliance também pedirão a adoção de medidas para aumentar o nível de atividades físicas, para impedir estilos de vida sedentários.
"Esperamos que a reunião da ONU aumente a visibilidade de doenças não-transmissíveis, ao mostrar que não se trata apenas de um assunto de saúde, mas envolve também a cadeia de produção alimentar", afirmou uma representante do Ministério da Saúde do Brasil, Deborah Malta, à BBC Brasil. "Precisamos de políticas públicas e regulamentações não apenas para a indústria alimentar, mas também para tabaco, álcool e um número cada vez maior de setores".
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110808_obesidade_abre_ji.shtml
Pablo Uchoa - Da BBC Brasil em LondresAumento de população acima do peso será assunto de cúpula da ONU
Governos de países emergentes estão sendo impelidos a adotar medidas para combater o avanço da obesidade, que atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento nas últimas três décadas.
Dados inéditos da Organização Mundial de Saúde (OMS) obtidos com exclusividade pela BBC Brasil confirmam que, assim como o rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruno), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países como China, Índia, África do Sul, Brasil e México.
obesidadeNotícias relacionadasMais pobres comem poucas verduras; ricos bebem mais cerveja, diz IBGENúmero de diabéticos mais que dobra desde 1980, diz estudoOCDE alerta para aumento de obesidade em países em desenvolvimento
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"A forma com que calculamos o desenvolvimento econômico é simplesmente uma medida do quanto consumimos - então o quanto mais você consume, mais rico você é... e é claro que isso é ruim para ganho de peso", disse à BBC Brasil SV Subramanian, professor de Saúde da População e Geografia da Universidade de Harvard.
No mês que vem, líderes mundiais se encontrarão na primeira cúpula de alto nível da ONU sobre doenças não-transmissíveis, que incluem obesidade, e serão exortados a adotar medidas de controle e regulamentação sobre a indústria alimentícia, assim como sistemas para identificar potenciais complicações de saúde em estágio inicial.
Epidemia de obesidade
A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais rápida do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas.
Na China, estima-se que 100 milhões de pessoas sejam obesas, comparado a 18 milhões em 2005.
No Brasil a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. Cerac de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos.
Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo.
A África do Sul, por sua vez, tem um índice de obesidade mais alto que o dos EUA - com um PIB que é um oitavo do americano.
"Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos", disse Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).
Embora especialistas vejam uma clara relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza, há outros fatores para o crescimento tão rápido.
"Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos"
Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade
O primeiro relatório da OMS sobre doenças não-transmissíveis, publicado em 2010, afirma que não apenas a obesidade, mas também outras "epidemias" como diabetes, câncer e doenças cardiorespiratórias e cardiovasculares, estão relacionadas a mudanças da vida contemporânea.
"Doenças não-transmissíveis são causadas, em grande parte, por fatores de risco comportamentais que são relacionados a transição econômicas, urbanização rápida e estilos de vida típicos do século XXI: consumo de tabaco, dieta insalubre, atividade física insuficiente e consumo abusivo de álcool", diz o relatório.
Economia da nutrição
No caso de países emergentes, diz Tim Lobstein, a mudança mais importante é a assim chamada "transição da nutrição", de uma dieta com alimentos básicos para uma dieta modernisada, que consiste em alimentos de nível energético muito maior.
"Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, e açúcar e óleo. Estes vêm particularmente sob a forma de fast-food, refrigerantes", diz ele.
A demanda por calorias acessíveis e produzidas em massa disparou em países emergentes, particularmente dentro das classes emergentes, que hoje podem gastar mais de sua renda em comida.
Mas o professor Subramanian afirma que a obesidade é um fenômeno que afeta principalmente as classes mais privilegiadas em países de renda baixa e média, e até em economias emergentes.
Em um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, sua equipe de pesquisadores das universidades de Harvard e Bristol pesquisaram dados de cerca de 530 mil mulheres adultas de 54 países de renda média e baixa.
Eles afirmam que, apesar de a obesidade ter aumentado na maioria dos países tanto entre os 25% mais ricos quanto entre os 25% mais pobres da população, o Índice de Massa Corporal (IMC) - medida do peso de uma pessoa que leva em conta a sua altura - aumentou mais nos setores mais ricos.
"Apesar do aumento do IMC não estar mais confinado a países de alta renda, o aumento continua concentrado entre pessoas de renda mais alta em países de renda baixa e média", diz o estudo.
A Índia é um exemplo clássico de país que combina enormes desafios na área de nutrição entre sua população mais pobre, com alguns dos piores efeitos da obesidade sentidos nas classes médias.
Apesar de ter um dos menores índices do mundo - 1% em homens e 2% em mulheres em 2008, de acordo com a OMS - a Índia tem cerca de 50 milhões de pessoas com diabetes, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.
O país fica atrás apenas da China (onde estima-se que 92 milhões de pessoas sofram de diabetes), mas especialistas estimam que os números da Índia sejam bastante subestimados.
Regulamentação coordenada
Mercado na China: mudança de hábitos alimentares também é responsável por fenômeno
Tim Lobstein argumenta que o aparente paradoxo está ligado às "políticas de produção e distribuição de alimentos".
"Hoje em dia (essas políticas) são governadas por forças de mercado, e essas forças não necessariamente promovem a saúde. Elas promoverão ingredientes mais baratos e comida processada para distribuição onde houver mercado", diz ele.
"As companhias que estão saturadas no mercado em desenvolvimento examinam agora como podem entrar em economias de renda mais baixa e ainda conseguir lucro".
Quando líderes mundiais se encontrarem por dois dias na cúpula da ONU sobre doenças não-transmissíveis a partir de 19 de setembro, organizações de saúde pressionarão por regulamentações para controlar a quantidade de gordura, açúcar e sal em alimentos processados.
Entidades como a NCD Alliance também pedirão a adoção de medidas para aumentar o nível de atividades físicas, para impedir estilos de vida sedentários.
"Esperamos que a reunião da ONU aumente a visibilidade de doenças não-transmissíveis, ao mostrar que não se trata apenas de um assunto de saúde, mas envolve também a cadeia de produção alimentar", afirmou uma representante do Ministério da Saúde do Brasil, Deborah Malta, à BBC Brasil. "Precisamos de políticas públicas e regulamentações não apenas para a indústria alimentar, mas também para tabaco, álcool e um número cada vez maior de setores".
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110808_obesidade_abre_ji.shtml
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Alimentos gordurosos diminuem tristeza
Muitas pessoas, quando estão chateadas, conseguem encontrar conforto emocional em alimentos calóricos e gordurosos. Uma pesquisa desenvolvida na Bélgica encontrou novas informações sobre a relação entre a tristeza e a vontade de comer. Em um experimento, pesquisadores pediram que 12 pessoas saudáveis e com peso adequado fizessem jejum durante 12 horas, tivessem tubos de alimentação conectados aos seus estômagos e fizessem ressonâncias magnéticas de 40 minutos de duração. Durante as ressonâncias, os cientistas tocaram músicas e mostraram imagens (todas tristes ou neutras) para os participantes. Os cientistas também administraram uma solução através dos tubos. Metade dos participantes recebeu 250 ml de ácido dodecanóico (um ácido graxo) e a outra metade recebeu um líquido salino. Em quatro diferentes momentos da ressonância, os pacientes indicaram através de uma escala de 9 pontos os seus níveis de fome, satisfação (se estavam com o estômago cheio), náusea e também classificaram seus humores. Apesar de as reações dos participantes dos dois grupos não terem se diferenciado quanto a fome, náusea e satisfação, as pessoas que receberam a solução de ácido graxo tiveram respostas negativas menores a emoções tristes. Os resultados mostraram também que os participantes sentiam mais fome quando os pesquisadores incentivavam emoções tristes. E enquanto tristes as pessoas diziam sentirem mais fome do que quanto estavam emocionalmente neutras. Os pesquisadores acreditam que o estudo pode fornecer mais informações sobre problemas como a obesidade e a depressão e também sobre distúrbios alimentares. A pesquisa foi publicada na edição de agosto do periódico Journal of Clinical Investigation.
Fonte: Bom Dia Doutor - www.hebron.com.br
Muitas pessoas, quando estão chateadas, conseguem encontrar conforto emocional em alimentos calóricos e gordurosos. Uma pesquisa desenvolvida na Bélgica encontrou novas informações sobre a relação entre a tristeza e a vontade de comer. Em um experimento, pesquisadores pediram que 12 pessoas saudáveis e com peso adequado fizessem jejum durante 12 horas, tivessem tubos de alimentação conectados aos seus estômagos e fizessem ressonâncias magnéticas de 40 minutos de duração. Durante as ressonâncias, os cientistas tocaram músicas e mostraram imagens (todas tristes ou neutras) para os participantes. Os cientistas também administraram uma solução através dos tubos. Metade dos participantes recebeu 250 ml de ácido dodecanóico (um ácido graxo) e a outra metade recebeu um líquido salino. Em quatro diferentes momentos da ressonância, os pacientes indicaram através de uma escala de 9 pontos os seus níveis de fome, satisfação (se estavam com o estômago cheio), náusea e também classificaram seus humores. Apesar de as reações dos participantes dos dois grupos não terem se diferenciado quanto a fome, náusea e satisfação, as pessoas que receberam a solução de ácido graxo tiveram respostas negativas menores a emoções tristes. Os resultados mostraram também que os participantes sentiam mais fome quando os pesquisadores incentivavam emoções tristes. E enquanto tristes as pessoas diziam sentirem mais fome do que quanto estavam emocionalmente neutras. Os pesquisadores acreditam que o estudo pode fornecer mais informações sobre problemas como a obesidade e a depressão e também sobre distúrbios alimentares. A pesquisa foi publicada na edição de agosto do periódico Journal of Clinical Investigation.
Fonte: Bom Dia Doutor - www.hebron.com.br
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Um painel da dieta do brasileiro
Mais pobres comem poucas verduras; ricos bebem mais cerveja, diz IBGE
Júlia Dias Carneiro - Da BBC Brasil no Rio de Janeiro
Dados são de pesquisa que apura o que a população brasileira come e bebe no dia-a-dia
Brasileiros de menor renda comem menos frutas e verduras do que a população de maior renda, enquanto esta consome mais cerveja, pizza, refrigerantes e salgadinhos do que os segmentos mais pobres, segundo aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE.
Os dados são da pesquisa de Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, realizada pela primeira vez pelo IBGE, para estimar o que a população come e bebe no cotidiano.
Notícias relacionadasUnicef faz 1ª entrega de alimentos a crianças vítimas da seca na SomáliaBritânica que passou 3 anos comendo arroz vence alergiaMenor produção de açúcar no Brasil ‘influencia alta dos alimentos no mundo’Tópicos relacionadosBrasil, SaúdeOs resultados, parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, indicaram como a diferença de renda influi sobre a dieta de ricos e pobres.
Entre os 25% de brasileiros com menor renda per capita (R$ 241), produtos naturais como arroz, feijão, farinha de mandioca e preparações à base de milho são mais ingeridos que entre os mais ricos, mas frutas e verduras têm participação menor.
Nesta faixa, por exemplo, apenas 8,9% dos brasileiros tiveram salada crua no cardápio nos dias da pesquisa, número que pulou para 23,7% na faixa de maior renda.
Renda
O consumo de frutas e verduras aumenta conforme a renda, assim como o de produtos como leite desnatado e queijo. No caso do último, o consumo é mais do que cinco vezes maior entre os 25% mais ricos.
Nesta faixa mais alta de renda (com R$ 1.089 de renda per capita), porém, também há forte presença de alimentos considerados marcadores negativos da qualidade da dieta.
Entre os mais ricos, 31,2% tomaram refrigerantes nos dias em que foi realizada a pesquisa (contra 14,4% dos mais pobres); 18,4% comeram salgadinhos fritos e assados (contra 8,6%); e 5,6% tomaram cerveja (contra 1,3%).
No geral, o consumo de cerveja e bebidas destiladas é cinco vezes maior entre homens do que entre mulheres.
A base para a estimativa foi um levantamento de todo o consumo individual de brasileiros de 10 ou mais anos de idade durante dois dias aleatórios. Eles listaram tudo o que efetivamente comeram e beberam, do chocolate ao cafezinho, em casa ou fora.
O café é a bebida mais consumida pelo brasileiro, que toma, em média, mais de 200ml do produto por dia – o equivalente a uma xícara grande.
Carências e excessos
O consumo médio revelou carências e excessos em larga escala. Quantidades excessivas de gordura são ingeridas por 82% da população, e de açúcar, por 61%. Já em relação ao sódio, mais de 70% das pessoas consomem mais sódio do que o tolerável, confirmando o alto consumo de sal, o vilão da hipertensão.
Por outro lado, na dieta do brasileiro há carência de fibras, cálcio e vitaminas. Na população de 19 a 59 anos, o consumo diário insuficiente de cálcio atinge 83% dos homens e 90% das mulheres. Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, a carência da vitamina E atingiu 100% para ambos os sexos, e a falta de vitamina D chegou a 99%.
Entre os adolescentes (10 a 19 anos), faixa etária em que os problemas do excesso de peso e da obesidade vêm se agravando, os hábitos corroboram a tendência. Quase 50% fizeram uma refeição ou um lanche fora de casa no dia da pesquisa.
Entre os itens mais consumidos na rua, eles citaram batata frita, pizza, refrigerantes e salgadinhos fritos, assados ou industrializados.
Segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros comem fora de casa em algum momento do dia, mas aqui, também, a frequência cresce com a renda. Enquanto na faixa mais pobre o hábito apareceu entre 32% das pessoas, entre os mais ricos o hábito foi reportado por mais de metade dos pesquisados.
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110728_ibge_comida_jc.shtml
Júlia Dias Carneiro - Da BBC Brasil no Rio de Janeiro
Dados são de pesquisa que apura o que a população brasileira come e bebe no dia-a-dia
Brasileiros de menor renda comem menos frutas e verduras do que a população de maior renda, enquanto esta consome mais cerveja, pizza, refrigerantes e salgadinhos do que os segmentos mais pobres, segundo aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE.
Os dados são da pesquisa de Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, realizada pela primeira vez pelo IBGE, para estimar o que a população come e bebe no cotidiano.
Notícias relacionadasUnicef faz 1ª entrega de alimentos a crianças vítimas da seca na SomáliaBritânica que passou 3 anos comendo arroz vence alergiaMenor produção de açúcar no Brasil ‘influencia alta dos alimentos no mundo’Tópicos relacionadosBrasil, SaúdeOs resultados, parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, indicaram como a diferença de renda influi sobre a dieta de ricos e pobres.
Entre os 25% de brasileiros com menor renda per capita (R$ 241), produtos naturais como arroz, feijão, farinha de mandioca e preparações à base de milho são mais ingeridos que entre os mais ricos, mas frutas e verduras têm participação menor.
Nesta faixa, por exemplo, apenas 8,9% dos brasileiros tiveram salada crua no cardápio nos dias da pesquisa, número que pulou para 23,7% na faixa de maior renda.
Renda
O consumo de frutas e verduras aumenta conforme a renda, assim como o de produtos como leite desnatado e queijo. No caso do último, o consumo é mais do que cinco vezes maior entre os 25% mais ricos.
Nesta faixa mais alta de renda (com R$ 1.089 de renda per capita), porém, também há forte presença de alimentos considerados marcadores negativos da qualidade da dieta.
Entre os mais ricos, 31,2% tomaram refrigerantes nos dias em que foi realizada a pesquisa (contra 14,4% dos mais pobres); 18,4% comeram salgadinhos fritos e assados (contra 8,6%); e 5,6% tomaram cerveja (contra 1,3%).
No geral, o consumo de cerveja e bebidas destiladas é cinco vezes maior entre homens do que entre mulheres.
A base para a estimativa foi um levantamento de todo o consumo individual de brasileiros de 10 ou mais anos de idade durante dois dias aleatórios. Eles listaram tudo o que efetivamente comeram e beberam, do chocolate ao cafezinho, em casa ou fora.
O café é a bebida mais consumida pelo brasileiro, que toma, em média, mais de 200ml do produto por dia – o equivalente a uma xícara grande.
Carências e excessos
O consumo médio revelou carências e excessos em larga escala. Quantidades excessivas de gordura são ingeridas por 82% da população, e de açúcar, por 61%. Já em relação ao sódio, mais de 70% das pessoas consomem mais sódio do que o tolerável, confirmando o alto consumo de sal, o vilão da hipertensão.
Por outro lado, na dieta do brasileiro há carência de fibras, cálcio e vitaminas. Na população de 19 a 59 anos, o consumo diário insuficiente de cálcio atinge 83% dos homens e 90% das mulheres. Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, a carência da vitamina E atingiu 100% para ambos os sexos, e a falta de vitamina D chegou a 99%.
Entre os adolescentes (10 a 19 anos), faixa etária em que os problemas do excesso de peso e da obesidade vêm se agravando, os hábitos corroboram a tendência. Quase 50% fizeram uma refeição ou um lanche fora de casa no dia da pesquisa.
Entre os itens mais consumidos na rua, eles citaram batata frita, pizza, refrigerantes e salgadinhos fritos, assados ou industrializados.
Segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros comem fora de casa em algum momento do dia, mas aqui, também, a frequência cresce com a renda. Enquanto na faixa mais pobre o hábito apareceu entre 32% das pessoas, entre os mais ricos o hábito foi reportado por mais de metade dos pesquisados.
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110728_ibge_comida_jc.shtml
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Benefícios do óleo de pequi
Óleo de pequi usado no tratamento de doenças cardiovascularesPesquisadores da Universidade de Brasília analisaram ao longo de dez anos as propriedades do pequi, fruto típico do cerrado brasileiro, e desenvolveram um produto com efeitos fitoterápicos que ajuda a evitar a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos, o que diminui os riscos de problemas cardíacos. O óleo de pequi será comercializado em forma de cápsulas, e a previsão de entrada no mercado é no próximo ano. Ele fica classificado na categoria nutracêuticos, uma posição que o coloca entre um alimento e um remédio. "É um produto que incrementa as funções fisiológicas, revigorante e que vai além de um alimento", explica o biólogo Cesar Koppe Grisolia, autor da pesquisa. "O que desenvolvemos tem tanto propriedades nutracêuticas como fitoterápicas, mas vamos registrar na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apenas na primeira categoria, porque o processo é mais simples e barato". O pequi é altamente nutritivo, rico em vitaminas e sais minerais e compostos antioxidantes, que capturam radicais livres, moléculas nocivas formadas nos organismos. “Para que as pessoas possam fazer uso de suas propriedades, desenvolvendo cápsulas de extrato da polpa e outras de óleo de pequi", conta o biólogo. Outro benefício trazido pelo produto é a capacidade de exploração sustentável, que pode trazer renda à população das regiões de onde serão retirados os frutos, preservando o pequizeiro, árvore ameaçada de extinção.
Fonte: Bom dia, doutor - www.hebron.com.br
Fonte: Bom dia, doutor - www.hebron.com.br
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Obesidade e distribuição de gordura
A distribuição de gordura é importante na obesidade
Um estudo apresentado no Encontro Anual da Sociedade Internacional para Ressonância Magnética em Medicina de 2011, mostra que em indivíduos obesos, a distribuição do tecido adiposo, tanto no corpo quanto no fígado e no músculo esquelético, é um importante preditor da sensibilidade à insulina.
"A partir desses achados, o índice de massa corpórea isoladamente parece não ser uma boa medida para a obesidade em termos de alterações metabólicas", disse Jürgen Machann, Dipl. Phys., da Seção Experimental em Radiologia do Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha. "Parece haver uma forma benigna de adiposidade. Quanto menor a gordura no corpo, melhor para o estado metabólico, expresso pela sensibilidade à insulina", disse ele.
O estudo incluiu 144 voluntários obesos, dos quais 90 eram do sexo feminino e 54 do sexo masculino, com média de idade de 47 e 44 anos, respectivamente. Todos os indivíduos tinham risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 índices de massa corporal entre 33 e 35 kg/m2 .
A quantificação dos diferentes compartimentos de tecido adiposo foi realizada através de imagens de ressonância magnética ponderadas em T1, enquanto a espectroscopia com voxel único foi utilizada para determinar lipídios ectópicos no fígado e no músculo esquelético.
As medidas de tecido adiposo incluíram tecido adiposo total; tecido adiposo visceral; tecido adiposo subcutâneo abdominal; tecido adiposo dos membros inferiores, medido a partir dos pés até a cabeça do fêmur; e do tecido adiposo dos membros superiores, medido desde a cabeça do úmero às pontas dos dedos.
O pós-processamento foi realizado através de um procedimento de segmentação semi-automático. No total, entre 100 e 120 imagens foram geradas por paciente, cada qual levou cerca de 20 minutos, disse o Dr. Machann.
Os indivíduos foram divididos em 2 grupos, após um teste oral de tolerância à glicose, em sensíveis à insulina ou resistentes à insulina.
Apesar de não haver diferenças significativas entre os grupos em termos de índice de massa corpórea, percentual de tecido adiposo total (entre 37% e 49%), ou percentual de tecido adiposo subcutâneo abdominal (entre 14% e 20%), os indivíduos que eram resistentes à insulina tiveram maior porcentagem de tecido adiposo visceral em comparação com indivíduos sensíveis à insulina - uma diferença que por pouco não atingiu significância estatística (5,2% versus 5,9%, p = 0,07) no sexo masculino, mas foi significante no sexo feminino (3,3% versus.3.9%, p = 0,02), disse o Dr. Machann.
Por outro lado, os indivíduos sensíveis à insulina tiveram maior percentual de tecido adiposo em extremidades inferiores em comparação com indivíduos resistentes à insulina (14% versus.12% com p = 0,04, nos homens e 20% versus 18% com p = 0,002, em mulheres).
Os resultados para o tecido adiposo na parte superior do corpo são menos claros com as mulheres resistentes à insulina, mostrando porcentuais significativamente maiores do que aquelas sensíveis à insulina, embora os homens resistentes à insulina apresentam percentagens ligeiramente inferiores àqueles sensíveis à insulina.
Os lipídeos hepáticos estão mais do que dobrados em homens e mulheres com resistência à insulina em comparação com indivíduos sensíveis à insulina (p < 0,001 para ambos), relatou Dr. Machann.
A adiposidade "benigna" parece ser caracterizada por diminuição dos níveis de lipídios hepáticos e quantidades aumentadas de tecido adiposo nas extremidades inferiores, concluiu o investigador alemão.
"Isso reflete as bem conhecidas formas de maçã e pera, mas temos que reconhecer que há mesmo 'homens peras' e 'mulheres maçãs'", disse ele.
As conclusões ressaltam o papel importante que a imagem pode desempenhar na prática clínica diária, disse Scott Reeder, MD, PhD, um dos moderadores da sessão, professor adjunto e chefe das seções de ressonância magnética e imagem cardiovascular da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin em Madison.
"Eu acho que essa é uma coisa razoável que devemos pesquisar no futuro, uma vez que vêm surgindo novas técnicas, que podem fazer essa análise rapidamente", disse ele em entrevista.
"Se há alguma preocupação com o peso ou com o índice de massa corpórea do paciente, poderia se buscar uma resposta mais precisa através das imagens ", disse Dr. Reeder. Anteriormente, levaria muitas horas para segmentar todas as áreas e para medir a gordura visceral versus subcutânea, mas agora há formas mais automatizadas de se fazer isso. Assim, por exemplo, com apenas alguns minutos de exame e, em seguida, de segmentação automática, pode-se prontamente obter a resposta, o que realmente abaixa o custo. É rápido, não-invasivo e é barato. "
Dr. Machann e Dr. Reed não revelaram relações financeiras relevantes.
International Society for Magnetic Resonance in Medicine (ISMRM) 2011 Annual Meeting: Abstract 739. Presented May 13, 2011
Freelance writer, Montreal, Canada
Fonte: http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?id=29656&langtype=1046
Um estudo apresentado no Encontro Anual da Sociedade Internacional para Ressonância Magnética em Medicina de 2011, mostra que em indivíduos obesos, a distribuição do tecido adiposo, tanto no corpo quanto no fígado e no músculo esquelético, é um importante preditor da sensibilidade à insulina.
"A partir desses achados, o índice de massa corpórea isoladamente parece não ser uma boa medida para a obesidade em termos de alterações metabólicas", disse Jürgen Machann, Dipl. Phys., da Seção Experimental em Radiologia do Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha. "Parece haver uma forma benigna de adiposidade. Quanto menor a gordura no corpo, melhor para o estado metabólico, expresso pela sensibilidade à insulina", disse ele.
O estudo incluiu 144 voluntários obesos, dos quais 90 eram do sexo feminino e 54 do sexo masculino, com média de idade de 47 e 44 anos, respectivamente. Todos os indivíduos tinham risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 índices de massa corporal entre 33 e 35 kg/m2 .
A quantificação dos diferentes compartimentos de tecido adiposo foi realizada através de imagens de ressonância magnética ponderadas em T1, enquanto a espectroscopia com voxel único foi utilizada para determinar lipídios ectópicos no fígado e no músculo esquelético.
As medidas de tecido adiposo incluíram tecido adiposo total; tecido adiposo visceral; tecido adiposo subcutâneo abdominal; tecido adiposo dos membros inferiores, medido a partir dos pés até a cabeça do fêmur; e do tecido adiposo dos membros superiores, medido desde a cabeça do úmero às pontas dos dedos.
O pós-processamento foi realizado através de um procedimento de segmentação semi-automático. No total, entre 100 e 120 imagens foram geradas por paciente, cada qual levou cerca de 20 minutos, disse o Dr. Machann.
Os indivíduos foram divididos em 2 grupos, após um teste oral de tolerância à glicose, em sensíveis à insulina ou resistentes à insulina.
Apesar de não haver diferenças significativas entre os grupos em termos de índice de massa corpórea, percentual de tecido adiposo total (entre 37% e 49%), ou percentual de tecido adiposo subcutâneo abdominal (entre 14% e 20%), os indivíduos que eram resistentes à insulina tiveram maior porcentagem de tecido adiposo visceral em comparação com indivíduos sensíveis à insulina - uma diferença que por pouco não atingiu significância estatística (5,2% versus 5,9%, p = 0,07) no sexo masculino, mas foi significante no sexo feminino (3,3% versus.3.9%, p = 0,02), disse o Dr. Machann.
Por outro lado, os indivíduos sensíveis à insulina tiveram maior percentual de tecido adiposo em extremidades inferiores em comparação com indivíduos resistentes à insulina (14% versus.12% com p = 0,04, nos homens e 20% versus 18% com p = 0,002, em mulheres).
Os resultados para o tecido adiposo na parte superior do corpo são menos claros com as mulheres resistentes à insulina, mostrando porcentuais significativamente maiores do que aquelas sensíveis à insulina, embora os homens resistentes à insulina apresentam percentagens ligeiramente inferiores àqueles sensíveis à insulina.
Os lipídeos hepáticos estão mais do que dobrados em homens e mulheres com resistência à insulina em comparação com indivíduos sensíveis à insulina (p < 0,001 para ambos), relatou Dr. Machann.
A adiposidade "benigna" parece ser caracterizada por diminuição dos níveis de lipídios hepáticos e quantidades aumentadas de tecido adiposo nas extremidades inferiores, concluiu o investigador alemão.
"Isso reflete as bem conhecidas formas de maçã e pera, mas temos que reconhecer que há mesmo 'homens peras' e 'mulheres maçãs'", disse ele.
As conclusões ressaltam o papel importante que a imagem pode desempenhar na prática clínica diária, disse Scott Reeder, MD, PhD, um dos moderadores da sessão, professor adjunto e chefe das seções de ressonância magnética e imagem cardiovascular da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin em Madison.
"Eu acho que essa é uma coisa razoável que devemos pesquisar no futuro, uma vez que vêm surgindo novas técnicas, que podem fazer essa análise rapidamente", disse ele em entrevista.
"Se há alguma preocupação com o peso ou com o índice de massa corpórea do paciente, poderia se buscar uma resposta mais precisa através das imagens ", disse Dr. Reeder. Anteriormente, levaria muitas horas para segmentar todas as áreas e para medir a gordura visceral versus subcutânea, mas agora há formas mais automatizadas de se fazer isso. Assim, por exemplo, com apenas alguns minutos de exame e, em seguida, de segmentação automática, pode-se prontamente obter a resposta, o que realmente abaixa o custo. É rápido, não-invasivo e é barato. "
Dr. Machann e Dr. Reed não revelaram relações financeiras relevantes.
International Society for Magnetic Resonance in Medicine (ISMRM) 2011 Annual Meeting: Abstract 739. Presented May 13, 2011
Freelance writer, Montreal, Canada
Fonte: http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?id=29656&langtype=1046
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