Brasil vai reduzir teor de sódio dos alimentos
Ainda será definido o percentual de redução de sódio para o pão francês
O Ministério da Saúde e a indústria de alimentos fecharam acordo para reduzir o teor de sódio em 16 categorias de alimentos processados, como massas instantâneas, pães e bisnagas, nos próximos quatro anos.
Ao diminuir a quantidade de sódio nos produtos alimentícios industrializados, a ideia é estimular o brasileiro a ingerir menos sal. O consumo excessivo está ligado ao aumento da incidência de doenças crônicas, como a hipertensão e problemas cardíacos. Os dados mais recentes mostram que o brasileiro consome, em média, 9,6 gramas de sal por dia, quase duas vezes mais que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O compromisso prevê uma redução gradual da taxa de sódio para ser cumprida até 2012 e, depois, intensificada nos dois anos seguintes. No caso das massas instantâneas, a meta é uma queda de 30% na quantidade de sódio em um ano, ou seja, limitada a 1,9 grama até 2012.
Nas bisnaguinhas, a meta é reduzir 10% do total de sódio: o limite será 531 miligramas, em 2012, e 430 miligramas, em 2014.
Em julho, o governo e as empresas voltam a se encontrar para definir o percentual de redução de sódio para o pão francês, bolos prontos, mistura para bolo, salgadinhos de milho e batatas fritas. Até o final do ano, será definido o teor máximo para biscoitos, embutidos, caldos, temperos, margarinas, maioneses, laticínios e refeições prontas.
– A Anvisa vai acompanhar a execução desse acordo –, informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Edmundo Klotz, as empresas ainda estudam as alternativas que serão usadas para tirar o sódio dos produtos, mantendo o sabor e a cor.
– Devem ter alterações, mas poderão ser imperceptíveis –, explicou.
Em novembro de 2010, a Anvisa constatou teores elevados de sódio em vários alimentos industrializados. O macarrão instantâneo apresentou a maior quantidade de sódio. Também aparecem na lista a batata palha e os refrigerantes light e diet à base de cola e guaraná.
Fonte:
http://correiodobrasil.com.br/brasil-vai-reduzir-teor-de-sodio-dos-alimentos/227699/
8/4/2011 12:24, Redação, com agências - de Brasília
Espaço para relacionar a Nutrição com outras áreas, propondo uma visão de integralidade na saúde. Destina-se a todos os profissionais e estudantes que lidam com a saúde e a doença das pessoas, minorando o sofrimento alheio. Aberto às manifestações culturais. Sugerimos que este seja também um canal de expressão do público em geral e das pessoas cuidadas por nutricionistas, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, agentes de saúde e psicólogos.
sábado, 9 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Crise alimentar - Forum Social Mundial 2011
Para impedir uma nova crise alimentar
Os países e regiões que enfrentam fome precisam de maior margem de manobra para proteger a produção local de alimentos, prevenir o dumping e estabilizar o abstgacimento. Parte desta margem para definir políticas é hoje minada pelas regras da Organização Mundial de Comércio. Os estoques de alimentos precisam ser vistos de novo como ferramentas essenciais, tanto para enfrentar emergências quanto para estabilizar os preços e o abastecimento, para os agricultores e os consumidores. A concentração fundiária precisa ser interrompida. O artigo é de Jim Harkness.
Quando os preços globais dos alimentos atingiram um pico, entre 2007 e 2008, 100 milhões de pessoas entraram no contingente dos famintos, que ultrapassou pela primeira vez na História a marca de 1 bilhão de seres humanos. Agora, apenas dois anos depois, vivemos outra alta, e é provável que mais fome esteja à espreita.
A FAO, agência da ONU para Alimentos e Agricultura, acaba de publicar seu índice de preços de alimentos, relativo a janeiro de 2011. No caso de alguns produtos, ele chegou ao patamar mais alto (tanto em termos nominais quanto deflacionados) desde que a agência passou a acompanhar a variação das cotações, em 1990. Levantes populares relacionados a alimentos já começaram a ocorrer na Argélia. Enquanto a História se repete, e desenha-se a segunda grande crise de fome em dois anos, é decisivo aprendermos a lição da primeira onda, e enfrentarmos suas causas principais.
A segurança alimentar depende de tempo e mercados estáveis e previsíveis e de acesso a recursos. Tudo isso foi abalado perigosamente nas duas últimas décadas. Desde 1970, o aquecimento global causado pelo ser humano provocou o aumento dos eventos climáticos extremos em todo o mundo. Agricultores que costumavam enfrentar duas perdas de colheitas a cada década agora sofrem inundações, secas ou grandes pragas a cada dois ou três anos. Em 2010 e no início deste ano, alguns dos grandes produtores mundiais de alimentos - Argentina, Austrália, China, Paquistão e Rússia - viveram, todos, eventos climáticos que afetaram fortemente as colheitas.
A segunda fonte de instabilidade é um mercado cada vez mais caótico. Em nome do “livre” comércio, o governo dos Estados Unidos e o Banco Mundial passaram as últimas três décadas forçando a abertura dos mercados dos países pobres a importações baratas, que desorganizaram a produção. Em cruel ironia, os países pobres também foram pressionados a cortar o apoio a seus próprios agricultores e até a vender seus estoques de emergência, sob a lógica de que seria mais eficaz simplesmente adquirir comida no mercado internacional.
Em 2006, mais de dois terços das nações mais pobres dependiam de importações de alimentos. Então, veio a onda de desregulação financeira da década passada, que atraiu os especuladores para os mercados de commodities e criou fundos de índices que atrelaram, como nunca antes, os mercados de alimentos aos de petróleo e metais. Mas a “agregação”, “alavancagem” e demais os “instrumentos inovadores” que deveriam reduzir os riscos nestes mercados provocaram o efeito oposto. A consequência foi um mercado global de alimentos altamente volátil, em que fatores não relacionados com a produção e consumo reais de alimentos frequentemente determinam os preços.
Este duplo golpe global, de instabilidade climática e financeira, não atingiu a todos. A volatilidade é útil aos que atuam com muita força nos mercados. Muitas empresas de agrobusiness estão registrando lucros recordes agora - depois de já terem alcançado idêntico resultado durante a última crise. Houve um pico de concentração de propriedade. Vastas extensões de terras aráveis, nos países do Sul, têm sido compradas por investidores estrangeiros e convertidas em plantações não-alimentares - inclusive matérias-primas industriais e biocombustíveis.
Vale notar, também, que alguns países africanos não serão tão atingidos desta vez. Eles optaram por estimular a produção local, ao invés de confiar nos mercados globais. A maior parte dos agricultores pobres, contudo, luta contra situações hostis. Não é de admirar que a fome tenha se convertido numa nova norma.
Se de fato consideramos a desnutrição global algo inaceitável - e não uma oportunidade de negócios - é preciso fazer grandes mudanças. Quase todos no Banco Mundial, na ONU ou no G-20 reconhecem a necessidade de apoiar os pequenos agricultores, especialmente mulheres, nos países que enfrentam fome. Em termos globais, 70% da comida é produzida em imóveis de menos de dois hectares, conduzidos em grande parte por mulheres.
A ajuda ao desenvolvimento, assim como as políticas governamentais dos países do Sul, deveriam estar focadas em apoiar as conquistas de produtividade destes agricultores, e sua capacidade de enfrentar as crises. Ao invés de deixá-los impotentes diante das forças globais, deveriam incorporar a sabedoria dos sistemas de produção tradicionais, que, ao combinarem o melhor da ciência ecológica com o conhecimento tradicional dos agricultores, encorajam práticas que reduzem o uso de insumos caros, ampliam a produção e a renda dos trabalhadores. E a produção para atender as necessidades locais deve ter prioridade em relação às culturas de produtos exportáveis.
Há muito mais a fazer. Os países e regiões que enfrentam fome precisam de maior margem de manobra para proteger a produção local de alimentos, prevenir o dumping e estabilizar o abstgacimento. Parte desta margem para definir políticas é hoje minada pelas regras da Organização Mundial de Comércio.
Os estoques de alimentos precisam ser vistos de novo como ferramentas essenciais, tanto para enfrentar emergências quanto para estabilizar os preços e o abastecimento, para os agricultores e os consumidores. A concentração fundiária precisa ser interrompida. Tornou-se ainda mais importante apoiar a reforma agrária, que redistribuiu terra arável para os pequenos produtores que desejam produzir alimentos.
Os governos precisam implementar regras rigorosas para reduzir as operações financeiras especulativas com alimentos. Nos Estados Unidos, a reforma financeira conhecida como Dodd-Frank foi um bom começo, mas os lobistas de Wall Street estão agindo agressivamente para enfraquecê-la, em sua tramitação pelo Congresso.
A desestabilização da oferta de alimentos ocorrida na última década pode ser revertida. Mas isso só ocorrerá se aprendermos com o passado e apoiarmos medidas inovadoras para ampliar a estabilidade e a segurança dos agricultores, mercados e sistemas alimentares.
(*) Jim Harkness, professor de Sociologia do Desenvolvimento, é presidente do Instituto para Política Agrícola e de Comércio (IATP, na sigla em inglês), um centro de estudos sediado nos EUA, e voltado para o estudo de alternativas às políticas neoliberais.
Tradução: Antonio Martins (Outras Palavras)
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17594
Os países e regiões que enfrentam fome precisam de maior margem de manobra para proteger a produção local de alimentos, prevenir o dumping e estabilizar o abstgacimento. Parte desta margem para definir políticas é hoje minada pelas regras da Organização Mundial de Comércio. Os estoques de alimentos precisam ser vistos de novo como ferramentas essenciais, tanto para enfrentar emergências quanto para estabilizar os preços e o abastecimento, para os agricultores e os consumidores. A concentração fundiária precisa ser interrompida. O artigo é de Jim Harkness.
Quando os preços globais dos alimentos atingiram um pico, entre 2007 e 2008, 100 milhões de pessoas entraram no contingente dos famintos, que ultrapassou pela primeira vez na História a marca de 1 bilhão de seres humanos. Agora, apenas dois anos depois, vivemos outra alta, e é provável que mais fome esteja à espreita.
A FAO, agência da ONU para Alimentos e Agricultura, acaba de publicar seu índice de preços de alimentos, relativo a janeiro de 2011. No caso de alguns produtos, ele chegou ao patamar mais alto (tanto em termos nominais quanto deflacionados) desde que a agência passou a acompanhar a variação das cotações, em 1990. Levantes populares relacionados a alimentos já começaram a ocorrer na Argélia. Enquanto a História se repete, e desenha-se a segunda grande crise de fome em dois anos, é decisivo aprendermos a lição da primeira onda, e enfrentarmos suas causas principais.
A segurança alimentar depende de tempo e mercados estáveis e previsíveis e de acesso a recursos. Tudo isso foi abalado perigosamente nas duas últimas décadas. Desde 1970, o aquecimento global causado pelo ser humano provocou o aumento dos eventos climáticos extremos em todo o mundo. Agricultores que costumavam enfrentar duas perdas de colheitas a cada década agora sofrem inundações, secas ou grandes pragas a cada dois ou três anos. Em 2010 e no início deste ano, alguns dos grandes produtores mundiais de alimentos - Argentina, Austrália, China, Paquistão e Rússia - viveram, todos, eventos climáticos que afetaram fortemente as colheitas.
A segunda fonte de instabilidade é um mercado cada vez mais caótico. Em nome do “livre” comércio, o governo dos Estados Unidos e o Banco Mundial passaram as últimas três décadas forçando a abertura dos mercados dos países pobres a importações baratas, que desorganizaram a produção. Em cruel ironia, os países pobres também foram pressionados a cortar o apoio a seus próprios agricultores e até a vender seus estoques de emergência, sob a lógica de que seria mais eficaz simplesmente adquirir comida no mercado internacional.
Em 2006, mais de dois terços das nações mais pobres dependiam de importações de alimentos. Então, veio a onda de desregulação financeira da década passada, que atraiu os especuladores para os mercados de commodities e criou fundos de índices que atrelaram, como nunca antes, os mercados de alimentos aos de petróleo e metais. Mas a “agregação”, “alavancagem” e demais os “instrumentos inovadores” que deveriam reduzir os riscos nestes mercados provocaram o efeito oposto. A consequência foi um mercado global de alimentos altamente volátil, em que fatores não relacionados com a produção e consumo reais de alimentos frequentemente determinam os preços.
Este duplo golpe global, de instabilidade climática e financeira, não atingiu a todos. A volatilidade é útil aos que atuam com muita força nos mercados. Muitas empresas de agrobusiness estão registrando lucros recordes agora - depois de já terem alcançado idêntico resultado durante a última crise. Houve um pico de concentração de propriedade. Vastas extensões de terras aráveis, nos países do Sul, têm sido compradas por investidores estrangeiros e convertidas em plantações não-alimentares - inclusive matérias-primas industriais e biocombustíveis.
Vale notar, também, que alguns países africanos não serão tão atingidos desta vez. Eles optaram por estimular a produção local, ao invés de confiar nos mercados globais. A maior parte dos agricultores pobres, contudo, luta contra situações hostis. Não é de admirar que a fome tenha se convertido numa nova norma.
Se de fato consideramos a desnutrição global algo inaceitável - e não uma oportunidade de negócios - é preciso fazer grandes mudanças. Quase todos no Banco Mundial, na ONU ou no G-20 reconhecem a necessidade de apoiar os pequenos agricultores, especialmente mulheres, nos países que enfrentam fome. Em termos globais, 70% da comida é produzida em imóveis de menos de dois hectares, conduzidos em grande parte por mulheres.
A ajuda ao desenvolvimento, assim como as políticas governamentais dos países do Sul, deveriam estar focadas em apoiar as conquistas de produtividade destes agricultores, e sua capacidade de enfrentar as crises. Ao invés de deixá-los impotentes diante das forças globais, deveriam incorporar a sabedoria dos sistemas de produção tradicionais, que, ao combinarem o melhor da ciência ecológica com o conhecimento tradicional dos agricultores, encorajam práticas que reduzem o uso de insumos caros, ampliam a produção e a renda dos trabalhadores. E a produção para atender as necessidades locais deve ter prioridade em relação às culturas de produtos exportáveis.
Há muito mais a fazer. Os países e regiões que enfrentam fome precisam de maior margem de manobra para proteger a produção local de alimentos, prevenir o dumping e estabilizar o abstgacimento. Parte desta margem para definir políticas é hoje minada pelas regras da Organização Mundial de Comércio.
Os estoques de alimentos precisam ser vistos de novo como ferramentas essenciais, tanto para enfrentar emergências quanto para estabilizar os preços e o abastecimento, para os agricultores e os consumidores. A concentração fundiária precisa ser interrompida. Tornou-se ainda mais importante apoiar a reforma agrária, que redistribuiu terra arável para os pequenos produtores que desejam produzir alimentos.
Os governos precisam implementar regras rigorosas para reduzir as operações financeiras especulativas com alimentos. Nos Estados Unidos, a reforma financeira conhecida como Dodd-Frank foi um bom começo, mas os lobistas de Wall Street estão agindo agressivamente para enfraquecê-la, em sua tramitação pelo Congresso.
A desestabilização da oferta de alimentos ocorrida na última década pode ser revertida. Mas isso só ocorrerá se aprendermos com o passado e apoiarmos medidas inovadoras para ampliar a estabilidade e a segurança dos agricultores, mercados e sistemas alimentares.
(*) Jim Harkness, professor de Sociologia do Desenvolvimento, é presidente do Instituto para Política Agrícola e de Comércio (IATP, na sigla em inglês), um centro de estudos sediado nos EUA, e voltado para o estudo de alternativas às políticas neoliberais.
Tradução: Antonio Martins (Outras Palavras)
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17594
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Seminário sobre Nutrição e Publicidade de Alimentos
Centro Acadêmico Emílio Ribas
Nutrição - FSP - USP
Av. Dr. Arnaldo, 715 São Paulo-SP
Fone/Fax: (11) 3061-7725
[www.caemilioribas.wordpress.com]
-----Mensagem encaminhada-----
Dando continuação às ações de combate à publicidade e ao marketing de alimentos dentro dos cursos de Nutrição, o Centro Acadêmico Emílio Ribas da Faculdade de Saúde Pública/USP realizará a mesa-redonda “Nutrição e Publicidade de Alimentos: essa relação pode influenciar a atuação profissional?”, a qual dicutirá a inserção da publicidade de indústrias alimentícias na sala de aula e a influência que esta pode exercer no processo de aprendizagem dos estudantes e no comportamento dos profissionais.
Mesa Redonda
“Nutrição e Publicidade de Alimentos: essa relação pode influenciar a atuação profissional?”
Data: 5 de maio
Horário: 14h - 17h
Local: Faculdade de Saúde Pública - Auditório João Yunes
Coordenação da mesa: Beatriz Mei (CAER)
Carlos Augusto Monteiro (FSP) - Obesidade x Publicidade de alimentos
Renata Alves Monteiro (OPSAN/UnB) - Regulação da publicidade, DHAA e SAN
Ana Júlia Colameo (IBFAN) - Indústrias, profissionais da saúde e ética
Marina Ferreira Rea (IBFAN) - Evolução das estratégias adotadas no Brasil frente à pressão das indústrias.
Fabiana Alves do Nascimento (CAER) - Relação entre indústrias de alimentos e cursos de Nutrição
O evento será transmitido ao vivo pela internet via IPTV/USP: http://www.iptv.usp.br/portal/home.jsp
Para esclarecimentos, entre em contato com:
caemilioribas@yahoo.com.br
E para saber mais sobre a mobilização e outras atividades do CAER, entre em:
http://caemilioribas.wordpress.com/
Nutrição - FSP - USP
Av. Dr. Arnaldo, 715 São Paulo-SP
Fone/Fax: (11) 3061-7725
[www.caemilioribas.wordpress.com]
-----Mensagem encaminhada-----
Dando continuação às ações de combate à publicidade e ao marketing de alimentos dentro dos cursos de Nutrição, o Centro Acadêmico Emílio Ribas da Faculdade de Saúde Pública/USP realizará a mesa-redonda “Nutrição e Publicidade de Alimentos: essa relação pode influenciar a atuação profissional?”, a qual dicutirá a inserção da publicidade de indústrias alimentícias na sala de aula e a influência que esta pode exercer no processo de aprendizagem dos estudantes e no comportamento dos profissionais.
Mesa Redonda
“Nutrição e Publicidade de Alimentos: essa relação pode influenciar a atuação profissional?”
Data: 5 de maio
Horário: 14h - 17h
Local: Faculdade de Saúde Pública - Auditório João Yunes
Coordenação da mesa: Beatriz Mei (CAER)
Carlos Augusto Monteiro (FSP) - Obesidade x Publicidade de alimentos
Renata Alves Monteiro (OPSAN/UnB) - Regulação da publicidade, DHAA e SAN
Ana Júlia Colameo (IBFAN) - Indústrias, profissionais da saúde e ética
Marina Ferreira Rea (IBFAN) - Evolução das estratégias adotadas no Brasil frente à pressão das indústrias.
Fabiana Alves do Nascimento (CAER) - Relação entre indústrias de alimentos e cursos de Nutrição
O evento será transmitido ao vivo pela internet via IPTV/USP: http://www.iptv.usp.br/portal/home.jsp
Para esclarecimentos, entre em contato com:
caemilioribas@yahoo.com.br
E para saber mais sobre a mobilização e outras atividades do CAER, entre em:
http://caemilioribas.wordpress.com/
terça-feira, 29 de março de 2011
Questionamento sobre a banda gástrica no tratamento da obesidade
Segurança da banda gástrica é questionada por estudo
Quase a metade dos pacientes que passam pela cirurgia de banda gástrica precisa remover o implante que estrangula o estômago depois de 12 anos, segundo um pequeno estudo publicado no "Archives of Surgery". A pesquisa envolveu 82 pacientes operados na Bélgica, entre 1994 e 1997. A maioria deles se disse satisfeita com os resultados da cirurgia e conseguiu perder peso, cerca de 43% do excedente.
Nessa operação, o estômago não é reduzido cirurgicamente. É implantada uma banda de silicone em volta do estômago, que fica com volume menor. Os autores afirmam que a taxa de quase 50% de reversão observada por eles pode prejudicar o futuro do procedimento. A Allergan, que fabrica as bandas gástricas, criticou a pesquisa, dizendo que a técnica cirúrgica usada no trabalho era velha. No mês passado, os EUA ampliaram o acesso a essa operação, que agora pode ser feita por pessoas menos obesas (com índice de massa corporal de 30, desde que haja doenças associadas).
Fonte: Bom dia, doutor (bomdiadoutor@hebron.com.br)
Foto obtida em: http://www.clinicaestetica.com/tratamiento/banda-gastrica
Quase a metade dos pacientes que passam pela cirurgia de banda gástrica precisa remover o implante que estrangula o estômago depois de 12 anos, segundo um pequeno estudo publicado no "Archives of Surgery". A pesquisa envolveu 82 pacientes operados na Bélgica, entre 1994 e 1997. A maioria deles se disse satisfeita com os resultados da cirurgia e conseguiu perder peso, cerca de 43% do excedente.
Nessa operação, o estômago não é reduzido cirurgicamente. É implantada uma banda de silicone em volta do estômago, que fica com volume menor. Os autores afirmam que a taxa de quase 50% de reversão observada por eles pode prejudicar o futuro do procedimento. A Allergan, que fabrica as bandas gástricas, criticou a pesquisa, dizendo que a técnica cirúrgica usada no trabalho era velha. No mês passado, os EUA ampliaram o acesso a essa operação, que agora pode ser feita por pessoas menos obesas (com índice de massa corporal de 30, desde que haja doenças associadas).
Fonte: Bom dia, doutor (bomdiadoutor@hebron.com.br)
Foto obtida em: http://www.clinicaestetica.com/tratamiento/banda-gastrica
segunda-feira, 21 de março de 2011
Ainda os benefícios do café
Café é uma panacéia?
Notícia divulgada hoje no jornal Folha de S. Paulo on-line afirma que “Consumo diário de café retarda doenças do fígado”, segundo pesquisa realizada por Neal Freedman, do National Cancer Institute dos Estados Unidos.
O consumo diário de várias xícaras de café retarda a evolução de doenças do fígado, como a hepatite C, revela um estudo de pesquisadores norte-americanos divulgado na quarta-feira (21/10/2009). As pessoas que sofrem de hepatite C crônica e de outras enfermidades hepáticas em estado avançado que consomem ao menos três xícaras de café diárias reduzem em 53% o risco de evolução da doença em relação aos que não fazem o mesmo, destaca o estudo realizado pelo americano Neal Freedman, membro do Instituto Nacional do Câncer (NCI). A pesquisa analisou 766 pessoas com hepatite C sem resposta a tratamentos com antivirais e que bebiam ou não café.
A cada três meses, durante cerca de quatro anos, estes pacientes foram submetidos a biópsias para determinar a evolução da doença. “Observamos que a evolução das enfermidades era inversamente proporcional ao consumo de café”, explicou Freedman.
Uma das hipóteses sobre o papel do café é que ele reduziria os riscos de diabetes do tipo 2, frequentemente associada a doenças hepáticas ou inflamações. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 3 e 4 milhões de pessoas contraem hepatite C a cada ano, e em 70% dos casos a doença se torna crônica e pode provocar cirrose ou câncer de fígado.
xicara-cafeSurpreso, fui investigar a literatura científica sobre tais benefícios relacionados ao consumo de café. Em primeiro lugar, descobri que o trabalho mencionado na reportagem não é tão recente assim, e que foi publicado em 13 de julho deste ano, na revista Hepatology. Mas, na verdade, a maior supresa foi por ter encontrado vários artigos que atestam que beber café moderadamente traz vários benefícios para a saúde.
Por exemplo, segundo pesquisadores do Department of Plantation da Central Food Technological Research Institute da Índia, o café apresenta propriedades antioxidantes que podem prevenir o envelhecimento precoce e o surgimento de doenças degenerativas. Além disso, apresenta propriedades anticancerígenas, ajuda a eliminar substâncias nocivas do metabolismo humano, pode retardar o aparecimento de doença de Parkinson, o desenvolvimento de câncer de fígado e o surgimento de diabetes. Tais propriedades são válidas para um consumo moderado, de 3 a 4 xícaras de café por dia. O artigo de revisão bibliográfica de S. E. George, K. Ramalakshmi e L. J. M. Rao, “A Perception on Health Benefits of Coffee”, foi publicado na revista Critical Reviews in Food Science and Nutrition, volume 48, páginas 464–486 (2008), e pode ser visualizado aqui.
Praticamente os mesmos efeitos são discutidos em artigo anterior, de autoria de pesquisadores do Linus Pauling Institute da Oregon State University, EUA: J. V. Higdon e B. Frei, “Coffee and Health: A Review of Recent Human Research”, publicado na mesma revista Critical Reviews in Food Science and Nutrition, volume 46, páginas 101–123 (2006), que pode ser visualizado aqui. Curiosamente, várias frases do primeiro artigo acima mencionado são idênticas a frases do segundo, frases inclusive nos resumos (abstracts) dos artigos.
Outra revisão bibliográfica, de pesquisador do Research Center for Military Health de Camarões (África), relata benefícios do consumo de café relacionados com a redução da ocorrência de câncer de fígado, de rins e em menor extensão de câncer de mama e de câncer do intestino. O artigo de André Nkondjock, “Coffee consumption and the risk of cancer: An overview”, foi publicado na revista Cancer Letters, volume 277, páginas 121–125 (2009), e pode ser encontrado aqui.
Mais uma revisão bibliográfica, publicada por pesquisadores da Faculty of Pharmaceutical Sciences da University of British Columbia, Canadá, indica que o consumo de café apresenta inúmeros benefícios para a prevenção de doenças hepáticas como cirrose e câncer. Todavia, os autores não souberam precisar em que doses tais efeitos são observados. O artigo de autoria de I.S.H. Cadden, N. Partovi e E.M. Yoshida, “Review article: possible beneficial effects of coffee on liver disease and function”, foi publicado na revista Alimentary Pharmacology & Therapeutics, volume 26, páginas 1-7 (2007), e pode ser visualizado aqui.
Uma quinta revisão bibliográfica é aqui mencionada, que relata efeitos benéficos do consumo de chá verde na prevenção de câncer de próstata, mas não por parte do consumo de café. A referência bibliográfica é A. H. Lee, M. L. Fraser e C. W. Binns, “Tea, Coffee and Prostate Cancer”, Molecular Nutrition and Food Research, volume 53, páginas 256 – 265 (2009), e pode ser encontrada aqui.
Fica evidente que o consumo (moderado) de café pode ser muito benéfico para a saúde. No entanto, o consumo excessivo de café pode, além de provocar efeitos como excesso de excitação e ansiedade, agravar o quadro de pessoas que sofrem de gastrite e/ou úlcera. Devido a seu efeito diurético, bebedores de café devem beber também maiores quantidades de água durante o dia. Muitas informações sobre o café podem também ser encontradas no site “Café e Saúde”. Vejam também a revisão bibliográfica por Rita C. Alves, Susana Casal e Beatriz Oliveira, “Benefícios do café na Saúde: Mito ou Realidade?”, publicada na revista Química Nova, 2009, volume 32, páginas 2169-2180.
fonte: http://quipronat.wordpress.com/2009/10/22/cafe-e-uma-panaceia/
Notícia divulgada hoje no jornal Folha de S. Paulo on-line afirma que “Consumo diário de café retarda doenças do fígado”, segundo pesquisa realizada por Neal Freedman, do National Cancer Institute dos Estados Unidos.
O consumo diário de várias xícaras de café retarda a evolução de doenças do fígado, como a hepatite C, revela um estudo de pesquisadores norte-americanos divulgado na quarta-feira (21/10/2009). As pessoas que sofrem de hepatite C crônica e de outras enfermidades hepáticas em estado avançado que consomem ao menos três xícaras de café diárias reduzem em 53% o risco de evolução da doença em relação aos que não fazem o mesmo, destaca o estudo realizado pelo americano Neal Freedman, membro do Instituto Nacional do Câncer (NCI). A pesquisa analisou 766 pessoas com hepatite C sem resposta a tratamentos com antivirais e que bebiam ou não café.
A cada três meses, durante cerca de quatro anos, estes pacientes foram submetidos a biópsias para determinar a evolução da doença. “Observamos que a evolução das enfermidades era inversamente proporcional ao consumo de café”, explicou Freedman.
Uma das hipóteses sobre o papel do café é que ele reduziria os riscos de diabetes do tipo 2, frequentemente associada a doenças hepáticas ou inflamações. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 3 e 4 milhões de pessoas contraem hepatite C a cada ano, e em 70% dos casos a doença se torna crônica e pode provocar cirrose ou câncer de fígado.
xicara-cafeSurpreso, fui investigar a literatura científica sobre tais benefícios relacionados ao consumo de café. Em primeiro lugar, descobri que o trabalho mencionado na reportagem não é tão recente assim, e que foi publicado em 13 de julho deste ano, na revista Hepatology. Mas, na verdade, a maior supresa foi por ter encontrado vários artigos que atestam que beber café moderadamente traz vários benefícios para a saúde.
Por exemplo, segundo pesquisadores do Department of Plantation da Central Food Technological Research Institute da Índia, o café apresenta propriedades antioxidantes que podem prevenir o envelhecimento precoce e o surgimento de doenças degenerativas. Além disso, apresenta propriedades anticancerígenas, ajuda a eliminar substâncias nocivas do metabolismo humano, pode retardar o aparecimento de doença de Parkinson, o desenvolvimento de câncer de fígado e o surgimento de diabetes. Tais propriedades são válidas para um consumo moderado, de 3 a 4 xícaras de café por dia. O artigo de revisão bibliográfica de S. E. George, K. Ramalakshmi e L. J. M. Rao, “A Perception on Health Benefits of Coffee”, foi publicado na revista Critical Reviews in Food Science and Nutrition, volume 48, páginas 464–486 (2008), e pode ser visualizado aqui.
Praticamente os mesmos efeitos são discutidos em artigo anterior, de autoria de pesquisadores do Linus Pauling Institute da Oregon State University, EUA: J. V. Higdon e B. Frei, “Coffee and Health: A Review of Recent Human Research”, publicado na mesma revista Critical Reviews in Food Science and Nutrition, volume 46, páginas 101–123 (2006), que pode ser visualizado aqui. Curiosamente, várias frases do primeiro artigo acima mencionado são idênticas a frases do segundo, frases inclusive nos resumos (abstracts) dos artigos.
Outra revisão bibliográfica, de pesquisador do Research Center for Military Health de Camarões (África), relata benefícios do consumo de café relacionados com a redução da ocorrência de câncer de fígado, de rins e em menor extensão de câncer de mama e de câncer do intestino. O artigo de André Nkondjock, “Coffee consumption and the risk of cancer: An overview”, foi publicado na revista Cancer Letters, volume 277, páginas 121–125 (2009), e pode ser encontrado aqui.
Mais uma revisão bibliográfica, publicada por pesquisadores da Faculty of Pharmaceutical Sciences da University of British Columbia, Canadá, indica que o consumo de café apresenta inúmeros benefícios para a prevenção de doenças hepáticas como cirrose e câncer. Todavia, os autores não souberam precisar em que doses tais efeitos são observados. O artigo de autoria de I.S.H. Cadden, N. Partovi e E.M. Yoshida, “Review article: possible beneficial effects of coffee on liver disease and function”, foi publicado na revista Alimentary Pharmacology & Therapeutics, volume 26, páginas 1-7 (2007), e pode ser visualizado aqui.
Uma quinta revisão bibliográfica é aqui mencionada, que relata efeitos benéficos do consumo de chá verde na prevenção de câncer de próstata, mas não por parte do consumo de café. A referência bibliográfica é A. H. Lee, M. L. Fraser e C. W. Binns, “Tea, Coffee and Prostate Cancer”, Molecular Nutrition and Food Research, volume 53, páginas 256 – 265 (2009), e pode ser encontrada aqui.
Fica evidente que o consumo (moderado) de café pode ser muito benéfico para a saúde. No entanto, o consumo excessivo de café pode, além de provocar efeitos como excesso de excitação e ansiedade, agravar o quadro de pessoas que sofrem de gastrite e/ou úlcera. Devido a seu efeito diurético, bebedores de café devem beber também maiores quantidades de água durante o dia. Muitas informações sobre o café podem também ser encontradas no site “Café e Saúde”. Vejam também a revisão bibliográfica por Rita C. Alves, Susana Casal e Beatriz Oliveira, “Benefícios do café na Saúde: Mito ou Realidade?”, publicada na revista Química Nova, 2009, volume 32, páginas 2169-2180.
fonte: http://quipronat.wordpress.com/2009/10/22/cafe-e-uma-panaceia/
Os benefícios do café
Beber café pode diminuir a chance de derrame nas mulheres em 25%
Tomar café pode reduzir em até 25% as chances de as mulheres sofrerem um Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo um estudo divulgado pela revista especializada Stroke: Journal of the American Heart Association (o “Jornal da Associação Americana do Coração”). O resultado foi obtido após a observação de 34.670 mulheres com idades entre 49 e 83 anos durante 10 anos. As chances de sofrer um derrame só diminuem para mulheres que tomam mais que duas xícaras da bebida por dia. “Por ser uma das bebidas mais consumidas no mundo todo, mesmo o menor dos efeitos para a saúde descobertos no café podem trazer consequências enormes para a saúde pública”, diz Susanna Larsson, autora do estudo e pesquisadora do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia. As pesquisas desenvolvidas até hoje apresentavam resultados inconclusivos no estabelecimento de uma relação entre a bebida e os problemas de derrame. Na maioria, pessoas que diziam beber mais que duas xícaras de café experimentavam os mesmos benefícios físicos que aquelas que não ingeriam a bebida. Nem mesmo diferenças de peso, hábitos alimentares ou o hábito de fumar causavam variações nos resultados. “O grupo que estudamos já tinha sido observado antes em uma associação inversa, que buscava relacionar a ingestão de café e o fumo do cigarro ao risco de um AVC”, disse Larsson. “Queríamos testar apenas as mulheres”. Todas as mulheres já haviam participado de um estudo sobre padrões de alimentação e a relação deles com o risco de desenvolver certas doenças. Para isso, responderam a um questionário em que diziam, entre outras coisas, quanto de café bebiam por dia. Comparando os resultados com o acompanhamento posterior que fizeram, os pesquisadores concluíram que ocorreram 1.680 derrames - dos quais 1.310 foram causados por entupimentos, 154 por hemorragias intracerebrais, 79 por hemorragias na superfície do cérebro e 137 não foram especificados. Após serem analisados os dados dessas mulheres e descartadas outras hipóteses para os problemas, a doutora Larsson e sua equipe concluíram que o café diminuía os riscos entre 23% e 25%. Para eles, as formas em potencial como o café pode diminuir o risco de um AVC incluem a redução do stress oxidativo, maior sensitividade à insulina e um enfraquecimento de inflamações cerebrais. “Algumas mulheres evitaram o consumo do café porque acreditaram que a substância não seria saudável. Na verdade, há cada dia mais evidências de que o consumo moderado de café possa diminuir os riscos de doenças como diabetes, câncer do fígado e, agora, possivelmente de acidentes vasculares cerebrais”, disse.
Fonte: www.hebron.com.br (Bom Dia, Doutor)
Tomar café pode reduzir em até 25% as chances de as mulheres sofrerem um Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo um estudo divulgado pela revista especializada Stroke: Journal of the American Heart Association (o “Jornal da Associação Americana do Coração”). O resultado foi obtido após a observação de 34.670 mulheres com idades entre 49 e 83 anos durante 10 anos. As chances de sofrer um derrame só diminuem para mulheres que tomam mais que duas xícaras da bebida por dia. “Por ser uma das bebidas mais consumidas no mundo todo, mesmo o menor dos efeitos para a saúde descobertos no café podem trazer consequências enormes para a saúde pública”, diz Susanna Larsson, autora do estudo e pesquisadora do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia. As pesquisas desenvolvidas até hoje apresentavam resultados inconclusivos no estabelecimento de uma relação entre a bebida e os problemas de derrame. Na maioria, pessoas que diziam beber mais que duas xícaras de café experimentavam os mesmos benefícios físicos que aquelas que não ingeriam a bebida. Nem mesmo diferenças de peso, hábitos alimentares ou o hábito de fumar causavam variações nos resultados. “O grupo que estudamos já tinha sido observado antes em uma associação inversa, que buscava relacionar a ingestão de café e o fumo do cigarro ao risco de um AVC”, disse Larsson. “Queríamos testar apenas as mulheres”. Todas as mulheres já haviam participado de um estudo sobre padrões de alimentação e a relação deles com o risco de desenvolver certas doenças. Para isso, responderam a um questionário em que diziam, entre outras coisas, quanto de café bebiam por dia. Comparando os resultados com o acompanhamento posterior que fizeram, os pesquisadores concluíram que ocorreram 1.680 derrames - dos quais 1.310 foram causados por entupimentos, 154 por hemorragias intracerebrais, 79 por hemorragias na superfície do cérebro e 137 não foram especificados. Após serem analisados os dados dessas mulheres e descartadas outras hipóteses para os problemas, a doutora Larsson e sua equipe concluíram que o café diminuía os riscos entre 23% e 25%. Para eles, as formas em potencial como o café pode diminuir o risco de um AVC incluem a redução do stress oxidativo, maior sensitividade à insulina e um enfraquecimento de inflamações cerebrais. “Algumas mulheres evitaram o consumo do café porque acreditaram que a substância não seria saudável. Na verdade, há cada dia mais evidências de que o consumo moderado de café possa diminuir os riscos de doenças como diabetes, câncer do fígado e, agora, possivelmente de acidentes vasculares cerebrais”, disse.
Fonte: www.hebron.com.br (Bom Dia, Doutor)
quarta-feira, 2 de março de 2011
Movimento do Centro Acadêmico Emílio Ribas 2011 - gestão "Canto Novo" Nutrição - Faculdade de Saúde Pública/USP
Rede de Nutrição do Sistema Único de Saúde (REDENUTRI)
Car@s,
Faço parte do Centro Acadêmico da Nutrição/USP e estou acompanhando as discussões há um tempo. Vou deixar algumas contribuições sobre esses dois temas.
Na discussão sobre a falta ação e participação nos conselhos e entidades representativas dos nutricionistas surgiu a questão do movimento estudantil da nutrição. Acompanho o movimento desde o segundo ano da faculdade e foi o suficiente para ver o quanto é complicado e, muitas vezes, desestimulante não conseguir trazer mais
estudantes para os debates relativos ao próprio curso, à luta pelo DHAA, pela garantia da SAN e, principalmente, quando tratamos das políticas públicas de alimentação e nutrição.
Vejo que o cenário se repete após a formação, implicando na pouca atuação nas entidades representativas, órgãos de classe, etc. Porém, temos que tomar cuidado para não culpabilizar as pessoas como se elas fossem as únicas responsáveis por não se interessar pela profissão ou por não querer participar. A nossa sociedade é
construída de forma a não formar pessoas críticas e, quando forma, os mecanismos que estimulam a desmobilização é tal, que não existe tempo p/ as pessoas pensarem em começar lutar por alguma causa.
Apesar disso, há exemplos de nutricionistas que, mesmo após terminar a graduação e sair do movimento estudantil, continuam militando, claro que cada uma dentro de suas possibilidades e limitações. Sei que isso não é realidade para a maioria, mas acredito que o estímulo à participação no movimento estudantil da
Nutrição e geral, pode ser uma forma de estimular alguma participação profissional posterior. Ainda tenho esperança n@s nutricionistas :-p
Já que estou falando de formação e movimento estudantil, não posso deixar de divulgar a notícia abaixo sobre a movimentação que está acontecendo na Nutrição da USP contra a presença de indústrias de alimentos nas aulas. É uma iniciativa importante que vai poderá gerar um bom debate sobre o caráter da iniciativa privada
na formação dos profissionais da saúde e na universidade. Recebemos apoio de vários movimentos da nutrição, trabalhado@s da saúde e professores. Peço que divulguem a notícia e a carta para os seus contatos e mídias parceiras pra expandir e fortalecer esse debate.
http://caemilioribas.wordpress.com/2011/03/01/denuncia/
Abraços,
Tati Nunes Pereira
Centro Acadêmico Emílio Ribas 2011 - gestão "Canto Novo"
Nutrição - Faculdade de Saúde Pública/USP
ESTUDANTES DE NUTRIÇÃO MOBILIZAM-SE CONTRA A PRESENÇA DE REPRESENTANTES DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS NAS AULAS
Na última reunião da Comissão de Graduação (CG) da Faculdade de Saúde Pública da USP, foi aprovada uma carta escrita pelo Centro Acadêmico Emílio Ribas (CAER) e pelos Representantes Discentes, a qual denunciava a presença de representantes de indústrias de alimentos na sala de aula.
A iniciativa surgiu após serem recebidas diversas reclamações de estudantes que se sentiam incomodados com as aulas ministradas pelos representantes das indústrias alimentícias, que utilizavam o espaço cedido pelos professores para promover a linha de produtos das empresas e distribuir brindes e presentes.
A universidade tem papel fundamental na produção de conhecimento crítico e independente. A inserção da indústria de alimentos nas aulas pode ser prejudicial ao processo de formação d@ estudante e, portanto, é função da universidade garantir a criação e efetivação de mecanismos que regulem a publicidade e marketing de
alimentos em sala de aula, permitindo que estudantes, funcionários e professores sintam-se à vontade para denunciar este tipo de conduta e tenham a garantia de que não serão punidos.
O Centro Acadêmico conta com o apoio de docentes e profissionais da área que souberam da iniciativa e entraram em contato, como Ana Júlia Colameo, médica pedriatra e mestre em Saúde Coletiva, e da professora Marina Ferreira Rea, as quais deixaram os seguintes depoimentos:
?Gostaria que encaminhasse as minhas congratulações pela postura ética que o Centro Acadêmico Emílio Ribas e os Representantes Discentes da Faculdade de Saúde Pública da USP adotaram, frente às aulas ministradas por representantes da indústria de alimentos e de nutrição, demonstrando amadurecimento e integridade?. Ana Júlia
Colameo
?Estou orgulhosa de vocês. Até emocionada ao ler esta carta. Como talvez saiba, fui a coordenadora da elaboração da Norma Brasileira que controla o marketing de substitutos do leite materno e afins, e que conseguimos aprovar em 1988.
Estudo e milito nesta causa há muito tempo e esta inserção da indústria dentro das escolas de saúde sempre foi algo muito dificil de coibir. Uma iniciativa como esta de vocês merece nosso apoio incondicional, assim como de todos os professores da USP que estão do lado do ensino isento de conflito de interesses. Oxalá outros alunos de outros cursos onde o assédio da indústria também existe façam o mesmo! Conte com a gente.? Prof. Marina Ferreira Rea
A fim de dar continuidade ao movimento, o CAER está organizando uma programação de seminários e intervenções visuais relacionadas a essa temática, durante os meses de abril e maio, na FSP/USP.
http://caemilioribas.wordpress.com/2011/03/01/denuncia/
http://www.fsp.usp.br/site/dcms/fck/publicidadenutri.pdf
Carta no blog e no site da faculdade.
Car@s,
Faço parte do Centro Acadêmico da Nutrição/USP e estou acompanhando as discussões há um tempo. Vou deixar algumas contribuições sobre esses dois temas.
Na discussão sobre a falta ação e participação nos conselhos e entidades representativas dos nutricionistas surgiu a questão do movimento estudantil da nutrição. Acompanho o movimento desde o segundo ano da faculdade e foi o suficiente para ver o quanto é complicado e, muitas vezes, desestimulante não conseguir trazer mais
estudantes para os debates relativos ao próprio curso, à luta pelo DHAA, pela garantia da SAN e, principalmente, quando tratamos das políticas públicas de alimentação e nutrição.
Vejo que o cenário se repete após a formação, implicando na pouca atuação nas entidades representativas, órgãos de classe, etc. Porém, temos que tomar cuidado para não culpabilizar as pessoas como se elas fossem as únicas responsáveis por não se interessar pela profissão ou por não querer participar. A nossa sociedade é
construída de forma a não formar pessoas críticas e, quando forma, os mecanismos que estimulam a desmobilização é tal, que não existe tempo p/ as pessoas pensarem em começar lutar por alguma causa.
Apesar disso, há exemplos de nutricionistas que, mesmo após terminar a graduação e sair do movimento estudantil, continuam militando, claro que cada uma dentro de suas possibilidades e limitações. Sei que isso não é realidade para a maioria, mas acredito que o estímulo à participação no movimento estudantil da
Nutrição e geral, pode ser uma forma de estimular alguma participação profissional posterior. Ainda tenho esperança n@s nutricionistas :-p
Já que estou falando de formação e movimento estudantil, não posso deixar de divulgar a notícia abaixo sobre a movimentação que está acontecendo na Nutrição da USP contra a presença de indústrias de alimentos nas aulas. É uma iniciativa importante que vai poderá gerar um bom debate sobre o caráter da iniciativa privada
na formação dos profissionais da saúde e na universidade. Recebemos apoio de vários movimentos da nutrição, trabalhado@s da saúde e professores. Peço que divulguem a notícia e a carta para os seus contatos e mídias parceiras pra expandir e fortalecer esse debate.
http://caemilioribas.wordpress.com/2011/03/01/denuncia/
Abraços,
Tati Nunes Pereira
Centro Acadêmico Emílio Ribas 2011 - gestão "Canto Novo"
Nutrição - Faculdade de Saúde Pública/USP
ESTUDANTES DE NUTRIÇÃO MOBILIZAM-SE CONTRA A PRESENÇA DE REPRESENTANTES DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS NAS AULAS
Na última reunião da Comissão de Graduação (CG) da Faculdade de Saúde Pública da USP, foi aprovada uma carta escrita pelo Centro Acadêmico Emílio Ribas (CAER) e pelos Representantes Discentes, a qual denunciava a presença de representantes de indústrias de alimentos na sala de aula.
A iniciativa surgiu após serem recebidas diversas reclamações de estudantes que se sentiam incomodados com as aulas ministradas pelos representantes das indústrias alimentícias, que utilizavam o espaço cedido pelos professores para promover a linha de produtos das empresas e distribuir brindes e presentes.
A universidade tem papel fundamental na produção de conhecimento crítico e independente. A inserção da indústria de alimentos nas aulas pode ser prejudicial ao processo de formação d@ estudante e, portanto, é função da universidade garantir a criação e efetivação de mecanismos que regulem a publicidade e marketing de
alimentos em sala de aula, permitindo que estudantes, funcionários e professores sintam-se à vontade para denunciar este tipo de conduta e tenham a garantia de que não serão punidos.
O Centro Acadêmico conta com o apoio de docentes e profissionais da área que souberam da iniciativa e entraram em contato, como Ana Júlia Colameo, médica pedriatra e mestre em Saúde Coletiva, e da professora Marina Ferreira Rea, as quais deixaram os seguintes depoimentos:
?Gostaria que encaminhasse as minhas congratulações pela postura ética que o Centro Acadêmico Emílio Ribas e os Representantes Discentes da Faculdade de Saúde Pública da USP adotaram, frente às aulas ministradas por representantes da indústria de alimentos e de nutrição, demonstrando amadurecimento e integridade?. Ana Júlia
Colameo
?Estou orgulhosa de vocês. Até emocionada ao ler esta carta. Como talvez saiba, fui a coordenadora da elaboração da Norma Brasileira que controla o marketing de substitutos do leite materno e afins, e que conseguimos aprovar em 1988.
Estudo e milito nesta causa há muito tempo e esta inserção da indústria dentro das escolas de saúde sempre foi algo muito dificil de coibir. Uma iniciativa como esta de vocês merece nosso apoio incondicional, assim como de todos os professores da USP que estão do lado do ensino isento de conflito de interesses. Oxalá outros alunos de outros cursos onde o assédio da indústria também existe façam o mesmo! Conte com a gente.? Prof. Marina Ferreira Rea
A fim de dar continuidade ao movimento, o CAER está organizando uma programação de seminários e intervenções visuais relacionadas a essa temática, durante os meses de abril e maio, na FSP/USP.
http://caemilioribas.wordpress.com/2011/03/01/denuncia/
http://www.fsp.usp.br/site/dcms/fck/publicidadenutri.pdf
Carta no blog e no site da faculdade.
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